"Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” Mt 19:6
Dizem que algumas histórias começam por acaso. A nossa, por exemplo, começou na fila da padaria! Ou pelo menos é essa a versão que gostamos (e brincamos) de contar... A verdade é que a vida nos apresentou de um outro jeito, mais moderno. Mas o que construímos tem algo raro, daqueles encontros que parecem antigos demais para terem começado em uma tela de celular. Desde o primeiro encontro já existia alguma coisa difícil de explicar. Um sorriso capaz de desmontar qualquer defesa, conversas que fluíam sem esforço e aquela sensação silenciosa de reconhecer alguém antes mesmo de conhecer de verdade. De lá para cá vivemos aquilo que todo casal vive quando decide construir algo real. Dias leves, dias difíceis, planos, medos, tropeços, recomeços e aprendizados. Alguns desafios nós vencemos. Outros ainda estamos aprendendo a enfrentar juntos. E talvez seja justamente isso que tenha feito nosso amor crescer ainda mais. Nunca foi sobre perfeição. Sempre foi sobre permanecer. Nós nos equilibramos de um jeito curioso. Um sente demais, o outro pensa demais. Um acelera, o outro pondera. E entre emoção e razão fomos descobrindo que amar também é ajustar rotas sem deixar de caminhar lado a lado. Com o tempo percebemos que nosso relacionamento se tornou um lugar seguro. Um espaço onde podemos mostrar nossas fraquezas sem medo de julgamento, falar sobre inseguranças sem precisar parecer fortes o tempo todo e, principalmente, continuar escolhendo um ao outro até nos dias comuns. Porque é neles que a vida realmente acontece. E talvez seja por isso que gostamos tanto da ideia da “fila do pão”. Porque, no fundo, ela traduz exatamente o que sentimos. Que nos encontrem por aí, vivendo a vida simples, dividindo os dias comuns, os cafés, as conversas e os sonhos. Porque quem olhar pra nós vai saber que nos encontramos. Existe uma memória, porém, que guardaremos para sempre com carinho especial. O nosso noivado no Bistrot de Paris. Talvez porque naquele dia tenhamos percebido que depois de tantos caminhos, conversas, risadas, perrengues e aprendizados, já não existiam mais “eu” e “você”. Existia “nós”. E é exatamente isso que queremos celebrar aqui. Um amor leve, verdadeiro, imperfeito, companheiro e cheio de vontade de dar certo. E se a vida continuar nos perguntando onde tudo começou, provavelmente seguiremos respondendo: “Na fila da padaria.”